quinta-feira, abril 30, 2015

Cerimônia



Ela caminha entre os amigos,
Sorri frequentemente,
Abraça, e é abraçada.
Nada tira aquele sorriso,
Nada faz mudar aquele semblante  de 100% feliz.

O silêncio por um tempo a toma,
Seus olhos fixa ao nada,
Claro ninguém repara,
Sozinha encostada na árvore,
Ela vai além, dos seus pensamentos.

Passa um filme em sua memória,
Ela sorri, vira os olhos,
Mais também chora,
Ela escreve sua história.

Seu mundo é diferente,
Não consegue realmente escrever o que sente.
Carrega dúvidas em seu olhar,
Que ninguém consegue captar.

É ela sabe disfarçar.
Até que tenta  explicar,
Tenta escrever,
Compor nas musicas,
Mas nada a faz expressar.
Que mistério?
Porque será?

O que tem atrás desse olhar?
Mistério...


 
Panmela Pacheco

segunda-feira, abril 27, 2015

" Devaneios"


Às vezes é preciso parar para refletir,
Naquele tempo...
Onde havia alegria,
Mas também a tristeza.
Onde havia sorrisos,
Mas a alma chorava.

Onde ouvia se canções para limpar a mente, limpar o coração.
Onde tudo era puro, mas também escuro.
Também havia um casulo que nunca virava borboleta.
Por medo talvez...

Onde o sol brilhava, mas não esquentava.
Onde a noite caia em lagrimas,
Onde o travesseiro era lenço.
Nada, e nada mais acontecia...

Talvez o tempo passe e mude...
Talvez a lagrima se vá,
Talvez a tristeza se vá...

Mais é preciso chorar,
Se rasgar, afastar...
Porque no final de tudo você amadurecerá.
e perceberá que a vida é uma piada mal contada,
Mais que te faz refletir,
E percebe que conto de fadas é apenas conto.


Panmela Pacheco

Significado Devaneio: Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens.

7 de Março ou Melhor Carnal 2014



Eu não te fiz nenhum poema;
Não separei nenhuma música que o lembrasse;
Não marquei datas,
não declarei paixões,
Não mostrei amor,
Mas te amei!

Não postei fotos juntos,
Não fui simpática quando deveria;
Não comentei sonhos,
Não vivi como deveria,
Tive medo em segredos;
Mas te amei.

Eu te amei cada manhã,
Cada sorriso;
Cada abraço seu;
Seu olhar, seus beijos;

É eu te amei, e deixei você parti.
E hoje sonho tudo que tive vontade de viver com Você.

Panmela Pacheco


"Culpa da bicicleta"

Depois  de 1 anos e quase 4 meses sem postar nenhum texto no meu BLOG "Sem palavras".
Hoje, voltei, é acho que com vontade de estar frequentemente escrevendo.
Segue mais um texto fresquinho. Espero que gostem!
Abraços!  Saudades do meu cantinho... rs





Era quase 19 horas e o telefone não tocava,
Mensagem não chegava como de costume as sextas-feiras.
A noite estava mais fria.
A fome era maior.
E não era sexta-feira 13.

Estava tudo muito estranho,
Tudo muito longe.
Era fechamento do mês.
A contabilidade vivia em horas extras.
Mais uma vez ela saiu às 20 horas.
Para sábado estar ali novamente.

E telefone? Nem tocava...

Uma surpresa, talvez, às 23 horas a ligação chega em casa.
Nada acontecera, mas estava frio, quieto demais.
Por dentro apenas chorava.
E ele nem notará.

Dormiu com ela como todos os finais de semana.
Pra ela era lindo estar do lado dele.
Não exclamava,
Nesta noite, ela apenas o abraçava fortemente.
 Como se fosse a ultima vez.

Sábado, chegou...
Ele a levou para trabalhar,
E ele foi pedalar, mais nem disse á ela.
Ela simplesmente o disse:
- Não iria me dizer?
Ele calou se.

O dia passou e a culpa não foi da bicicleta,
Não foi da noite fria,
Não foi do abraço, nem da lágrima que escorria quando ele se foi.

A culpa foi talvez de alguém,
Alguém que deveria expor seus sentimentos,
Acreditar, e enfrentar seus medos,
Alguém que deveria amadurecer.

Mas a culpa ficou nela, na bicicleta,
E se foi como sempre, sem nenhuma palavra dita.
Sem sorrisos, sem abraços, sem esperanças.
E mesmo assim todos finais de semana estavam juntos,
mais sem palavras e com a bicicleta.


Panmela Pacheco