quinta-feira, julho 26, 2012

Última Vez




Eu tentei...
Disse que seria a última vez.
Disse que me calaria,
Que ouviria,
Que ficaria na minha.

Eu tentei...
Tentei ser forte,
Tentei lutar,
Eu tentei fugir,
Lutei, chorei, até mesmo gritei,
Mais não consegui dizer:
- É a ultima vez.

Foi mais forte que imaginei,
Envolveu- me,
E seu sorriso me conquistou.

Conquistou meu coração,
Me deixando na ilusão,
Me fez sentir diferente,
Me fez sentir atraente,
Me senti mais mulher.

Acabou, eu sei,
eu tentei pra não me arrepender
Fiz escolhas pra não machucar – me
Não por você,
Nem por nós,
Mais por mim.

Agora de vez, foi a ultima vez,
E as pequenas lembranças daquela tarde fria,
Jamais esquecerei!
Mais entre nós, foi a ultima vez!

Panmela Pacheco

quinta-feira, julho 12, 2012

"Jardim Secreto"




É intenso, forte,
As vezes relativo,
As vezes expectativo...

A entrada no jardim...
Não se enxerga  nada,
É como andar de olhos vedados,
Só se vê em pensamentos a consequência de um passado.

A consciência paralisa, formando se novas palavras,
Parada no  mesmo lugar,
Sem força e sem como caminhar...
Só se sente os odores das flores murchas.

Sente o frio na pele,
Como se estive no inverno,
Mais sabe que o sol brilha lá fora,
Só é preciso enxergar !

É preciso sair desse jardim,
Caminhar sem medo de errar,
Tropeçar, e levantar!
Sentir as dores, mais continuar!

Tudo tem um preço a ser pago,
Caminhar sobre espinhos foi uma escolha...
Entrar nesse jardim escuro, foi uma escolha.

Mais para desencargo,
É preciso conferir, refletir...
Tentar sair, e prosseguir.
A caminhada pode ser dolorosa,
Pois foi feita uma escolha,
Sendo,  que no mundo fora daqui á milhares de pessoas, livres.

Elas fizeram a escolha certa,
Procuraram por caminhos e pessoas certas,
O jardim é assim mesmo,
Te deixa confuso, e as vezes inconsciente.
Mais quem mandou entrar nele?

Agora é tarde,
Só resta caminhar...
Venha comigo, segure em minha mão..
Desse jardim tenebroso,
Os pensamentos bons te guiará a uma saída.

Panmela Pacheco

"História sem fim"




A nossa história ainda não terminou,
Seu olhar ainda vem de encontro ao meu,
E seu sorriso já  não consegue disfarça,
Sei que mesmo ao lado dela,
Você ainda se balança quando me ver.

Sei que entre nós foi coisas de momento,
Eu chorei sim,
Mais sorri também,
Lembranças boas sempre levarei.

Sei que tudo se foi pra nós,
Mais sei que nossa história ainda não  terminou,
O receio ficou,
Mas as nossas almas ainda se suspiram...

Vejo te longe a me olhar,
Vejo seu sorriso, esquece! Não dá pra disfarça.
Quando me vê com outro,
Seu semblante põe se a mudar.

Não pense que sou diferente,
O meu dói mais ainda,
Porque vocês namoram,
E se terá um fim não sei...

E se nos teremos volta,
Também não sei,
As vezes sinto que sim,
Mais meu pessimismo diz que não!
Mais sei que nossa história não terminou aqui...

Panmela Pacheco

sexta-feira, julho 06, 2012

Erro? Em querer que não erres...




Errar é humano, persisti no erro é burrice.
Conhecer o caminho,
Saber que nele há espinhos,
Mais, insistir por ele passar.

Pensar, refletir...
E sabe que tudo errado está,
Mais no erro insistir em ficar.

Passar noites mal dormidas,
Dias com preguiça,
Sem animo, sem coragem alguma,
E saber que o causador dessa melancolia,
Mais no erro, insistir em ficar.

Burrice seria uma forma errada de usar,
Pois até o burro sabe onde parar,
Principalmente se em sua frente, um obstáculo há!

A palavra certa seria TOLICE.
Pois o erro não quer enxergar,
Não quer ouvir,
Não quer falar,
Apenas nele, insiste em ficar.

Errar é humano sim, mais persisti nesse erro?
É, é simplesmente entrar em um barco furado,
E saber que em instante nele você irá afundar.

TOLICE!
Você errar,
TOLICE!
Você nele ficar.
TOLICE!
Querer aconselhar-te, e você os ouvidos tampar.

É, Tolice...
Deixa pra lá,
Apreenda errando, quem sabe você se valorizará!

Panmela Pacheco