sexta-feira, maio 18, 2012

Fim da tarde tente sonhar...



Fim da tarde, e começa tudo outra vez...
As mesmas palavras,
As mesmas reclamações,
As mesmas atitudes,
e nada muda.

O que intristece- me não é ouvir, mais...
É saber que nada disso vai mudar,
Os dias irão passar,
As noites virão,
As chuvas molharam meu rosto,
Esconderão minhas lagrimas.

Por fora uma enusitavel beleza,
Sorriso de orelha a orelha,
Mais por dentro a dor,
As lagrimas correm
Os suspiros forte fadigado,
cansado! Cansado dessa mesmice.

Quem saiba eu tenha que mudar,
E deixar de acreditar na perfeição,
Sei, que nada é perfeito.
Mas nas entre linhas descobrimos o caráter.
Talvez, eu deveria deixar de acreditar,
Ou acreditar, para não mais chorar.
Noites de frio, dias de chuva,
 E o sol a brilhar,
Mais para mim nublado está.

Começa tudo de novo,
A agonia predomina em meu peito,
Como raízes forte se alastrando,
Destruindo tudo a sua volta.
Quem vê essa árvore bonita,
Cheia de frutos, não sabe como por dentro esta,
Cheia de feridas, e bichos imundos.
Entendam o que querer entender,
Mais, a alegria ela toma, mais ao final do dia ela sempre moribunda.
Árvore infeliz, árvore sem vida, é a vida de quem vive sem motivos a esse mundo.

Fim de tarde, e mais nada quero,
A não ser ver o sol nascer de novo,
E esquecer-se dos pesadelos.

E sonhar com lugar onde poderei brotar,
Dar flores de verdade,
Ver o sol tão brilhante e dias sem chuvas.
E pode acreditar, que tudo isso vai passar,
No dia seguinte quando eu me levantar.


Panmela Pacheco

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