segunda-feira, agosto 26, 2013

Infância



Bom mesmo se pudesse acorda todas as manhãs sem despertador;
E levantar sem alguém mandar,
Tomar café sem ao menos se preocupar se o dia vai passar,
Assistir talvez um programa de TV para distrair,
Se o sol brilhar? Vamos uma bola jogar, boneca brincar.
Mais se a chuva chegar, um bom filme e edredom está a me esperar.

Chocolate quente, pipoca, chips e refrigerante.
Uma opção de guloseimas para dia todo,
Nada de almoço, nada de jantar,
É sobremesas todas as horas até os olhos virar.

Não se preocupar com amanhã,
E nem quantos quilos ganhar,
Abusar das tardes quentes açaí e sorvetes tomar.
Pular corda, amarelinha, jogos de mesa ou sentar e pintar.

Chamar mãe todas as horas só pra saber onde ela está.
Sentir que seus olhos protegem  mesmo se longe ela está,
Chamar o vovô e a vovó pra histórias me contar,
Passar a tarde juntos e comer bolo de fubá.

Tirar um bom cochilo depois do jantar,
Acorda sem compromisso e comer cachorro quente,
Doce de amendoim, bala de Yorgute, e com danoninho o nariz lambuzar.
Doce memória, doce dias, um passado tão gostoso que vale a pena lembrar.



Panmela Pacheco

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